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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Passamos dos 5.000 acessos!!!!



Passamos dos 5.000 acessos. Hoje, completamos 5.150 entradas de blogonautas em nosso Areial Virtual. Após quase dois meses de vida, temos  71 seguidores, 51 postagens, 67 comentários,  muita interação e a certeza que nosso projeto está no caminho certo.

Porém, ele só ficará mais rico e colorido se novas pessoas começarem a  escrever e aqueles que já colaboram continuem enviando seus textos. Muito interessante as contribuições de cada um dos nossos parceiros.

Não podíamos deixar de agradecer, também, àqueles que nos enviaram suas fotos para ilustrarmos o outro braço de nosso projeto: o Orkut Areial Virtual. Queríamos agradecer o carinho e a confiança de abrirem seus álbuns familiares para nosso perfil virtual.

Aproveitamos o momento, ainda, para parabenizar a cada um de nossos colaboradores pelos belos textos. Cada um deles é um tijolo para construímos a edificação maior que é nossa história, escrita por todos, diariamente.

Muito obrigado,

Equipe Areial Virtual.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A mãe d’água e os bailarinos aquáticos





Tem coisa que, quando é gravada em nossa memória, não esquecemos jamais. Podemos até lembrar com certa licença poética. As coisas da infância são as que ficam impregnadas em nossa  memória para sempre.

Não sei exatamente o ano, pois eu era criança, aconteceu um fato que volta  e passa no  de telão de minha memória  com cores vivas, sons fortes e uma riqueza de detalhe que até parece uma obra de ficção. No entanto, aconteceu tal como vou descrever.

Era uma época em que na Barragem havia muitos peixes. Não as carpas douradas postas na gestão de Assis Fernandes e que viraram atração turística: as pessoas iam diariamente dar-lhes pão. Eram nossas tilápias e piabinhas.  A Barragem tinha uma porção considerável de água e peixe.

Dona Zefa Basílio, uma senhora que tinha perturbações mentais e passava época com maiores problemas, vivia por Areial.  Não perturbava, não jogava pedra, não causava males às pessoas. Numa de suas crises, mergulhou na Barragem, com  toda a roupa.

As pessoas correram para acudi-la, pensando que fosse morrer afogada. Porém, para delírio da multidão, o espetáculo foi magnífico. Enquanto nadava,  um cardume de peixe a acompanhava, dando salto ornamentais. Parecia que a coreografia havia sido ensaiada e ela era uma espécie de Rainha dos peixes, com  um séquito de súditos aquáticos.

Todos ficaram boquiabertos. Em cada braçada e batida de pé, ela se sentia livre, leve e solta, controlando a natureza e matando de inveja os curiosos. Nunca tinha visto tamanho espetáculo.  Dona Zefa aproveitava ainda para cantar, em altíssimo e bom som: Brava Gente Brasileira/ Longe vá temor servil/ Ou ficar a Pátria livre,/Ou morrer pelo Brasil./ Ou ficar a Pátria livre, Ou morrer pelo Brasil.

Muito daquela performance só foi ter sentido para mim quando descobri que aquela música era o Hino da Independência, um  dos mais importantes de nosso país e aquela senhora sabia a letra e cantava aos quatro ventos.

Naquele dia, dona Zefa foi completamente livre. Ignorava os julgamentos alheios e só parou de cantar e nadar quando não tinha mais fôlego. Talvez, se ela tivesse vivido mais e conhecido Bráulio Tavares, iria aprender que “os loucos e os visionários são os dicionários dos sonhos de Deus”.

Foi com essa mulher comum, com seu vocabulário ingênuo que eu comecei a entender palavras do grande Aurélio que é a vida.  Esta só tem sentido se for aproveitada em toda sua magnitude e os grandes espetáculos surgem de pequenas ações e gestos simples.

Salve dona Zefa! Ela faz parte da Brava gente Brasileira que espanta o temor servil.

 Zélio Sales 

Filho de Margarida dos Santos  Sales (de seu Zé Pedro) e Sebastião Salles (Basto Gabriel). Jornalista, blogueiro e descobridor de mundos. Nasci  e cresci em Areial, mas vivo em Campina Grande, desde 2006.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Infância no sítio de meu avô


Meu avô (Antônio Martins, pai de meu pai) sempre teve sítio e, como de costume no interior, todos ajudavam a plantar e a colher.  Então, a farra era ótima para os netos, costumávamos brincar mais do que trabalhar. A brincadeira favorita era pular na palha de feijão.

Ficava contando os dias para a chegada da máquina de debulhar feijão.  Ela fazia sempre um monte muito alto e subíamos para descer dando cambalhota.  A coceira a gente nem sentia, palha no cabelo era o de menos, lagarta era o menor bicho que aparecia. Com o passar do tempo, pulando sem parar, meu pai gritava muito, todas às vezes que nos empurrávamos lá de cima e caiamos de boca aberta naquele bagaço de resto de palha.  Sem dúvida era uma época maravilhosa.

Isso quando não encontrávamos outras diversões como: caçar calango. Adorava.  Eles eram coloridos e brigões.  Sempre fazíamos campeonato para saber qual o calango era o  mais bravo entre todos.  Amarrávamos pelo rabo e ficávamos empurrando eles para partirem para batalha, quase sempre era gargalhada, pois eles soltavam os rabos como defesa e lá ia nossa  diversão.

Lembro que, achando pouco o sofrimento dos bichinhos,  ainda saímos de leirão em leirão a procura dos pequeninos ovinhos, tão lindos! Pegávamos para fazer criação.  Até hoje nunca vi nenhum nascer (rs). Hoje, maior vejo que era muita maldade, aconselho a não fazerem  isso.

Como era gostoso ir ao sítio.  Meu avô sempre carinhoso levava todos em cima do carro de boi. Era uma adrenalina lembro com exatidão como ficávamos quando meu avô chamava para dar uma volta no carro de boi, subíamos numa gritaria de irritar qualquer um, mas a ele nunca.

Quantas saudades sinto dos seus carinhos, de quando me pedia para “ariaR” seus pés, de quando me colocava no braço para ficar me beliscando me chamando de gaza e seu cheiro ainda está aqui, no peito guardado,  como se em nenhum dia da minha vida eu passei sem ter pedido a benção a ele  e  te dado aquele abraço.

Quanta coisa maravilhosa vivi lá! Os dias pareciam longos cheios de vida. Lembranças é a essência de uma vida, e as minhas ainda não acabaram.

Texto originalmente publicado em http://altofalante.spaceblog.com.br/,  blog de Jaqueliny


Jaqueliny Martins

Filha de Sebastião Martins (Basto do bar) e Margarida Diniz. Técnica de Segurança do Trabalho. Casada. Moro atualmente no Rio de Janeiro e amo minha cidade Areial.


sábado, 19 de fevereiro de 2011

Por que político é assim?


Sabido é toda hora
E o povo acredita
De promessa em promessa
Vai levando toda a vida
Enganando um e outro
Empurrando com a barriga.

É assim que a coisa anda,
O político é o centro
O eleitor sai de banda
E o povão pelas beiradas
Na pontinha da rabada
Só caindo na risada.

Político é um pouco de tudo
Trapaceiro, enganador,
Chantagista, feiticeiro,
Pelo poder faz, desfaz.
Importante é o dinheiro
E o povo já não aguenta
Sapatada no traseiro.

A descrença é geral.
O Brasil sofre o problema.
Entre a cruz e a espada,
Vivemos este dilema.
Votando ou não votando
Não resolve essa ferida,
Que virou um enfisema.

O danado do político
É um tanto indecente
Engana até a mãe dele,
Imagine a da gente.
Seu bote é venenoso
Perigoso igual serpente.

Político em Areial
É ser diferenciado,
Sai na rua bem pouquinho
Fica sempre entocado
Vez por outra nas esquinas
Está só desconfiado.

Só pra finalizar
Encerro estes meus versos,
Seja aqui em Areial
Ou na porta do Congresso
Político é tudo igual
Seja na frente ou no verso!

Leandro Targino Barbosa

 Filho de Francisco de Assis Barbosa “ Teté” e Lindinalva Targino “Linda”. Graduando em jornalismo pela UEPB. Atualmente apresenta programas radiofônicos na RCA, voltados aos  agricultores de Areial, "Nação Ruralista" e o "Programa Livre",  de informações e variedades.



sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O quebra-panelas


Antônio Liberato irmão de Adelino Liberato possuía uma bodega e também era vendedor de panelas de barro. A sua bodega, era onde hoje é o salão de Zezé Torrão,  vizinho a antiga casa de Zé Bebé,  na rua Manoel Clementino.

Nesse tempo, ainda não havia chegado a modernidade, ou seja, as panelas de alumínio e seu Antônio comprava panelas de barro na feira em Esperança para revender. Sua freguesia era certa, pois suas compras eram feitas aos sábados  e com isso,  no final da semana seguinte já havia acabado o estoque.

Quando ainda funcionava a feira aqui em Areial, ele aproveitava a sua mercadoria e saia da bodega, pegava as panelas e colocava pertinho da antiga escola onde hoje é a praça de eventos, sua freguesia era enorme. Como seu Antônio estava indo muito bem nas vendas, resolveu comprar um grande estoque de panelas de barro.

Por coincidência, começou a surgir as panelas de alumínio (alguns que tinham um poder aquisitivo financeiro já as possuía) que era uma novidade na época, até porque era mais pratica e fácil de manusear e não se quebrava atoa.

Seu Antônio começou a sentir as vendas diminuírem bastante, a modernidade começou a acabar com o comércio dele.  Os fregueses só queriam, só falavam de panela de alumínio. Mas seu Antônio ainda continha uma grande quantidade de panelas de barro em sua bodega.

 Chegou a um ponto que já estava oferecendo panelas a três por quatro no modo de se falar e um preço bem baratinho. Mesmo assim,  ninguém queria  e como medida de protesto, toda semana colocava suas panelas ao lado do grupo e vendo que não mais vendia, pegava duas ou três panelas, e jogava pra cima  e deixava se espatifar no chão e dizendo alguma coisa, mais ou menos  falando consigo mesmo:  “NINGUEM COMPRA, MAS TAMBEM NÃO DOU” e haja panela quebrada, toda semana  aquele mesmo ritual,  jogar panela pra cima e deixar se espatifar no chão.

A gurizada caia na rizada e até os adultos achavam engraçado aquilo.

Eudes Donato

Filho de Antônio Apolinário Gonçalves e Hilda Donato Gonçalves, Funcionário Público da Empresa de Correios e Telégrafos, pesquisador, colecionador de vários itens, como gibis antigos, discos de vinil, livros sobre o cangaço, e grande acervo esportivo. Colaborador em pesquisas para a revista Placar da Editora Abril, Revista da Esperança, livro sobre o América Futebol Clube da cidade de Esperança, etc.



quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Pensamos que era festa e acabamos no pau-de-arara


Tudo começa quando uma pessoa chega à  Prefeitura de Areial a procura de Zaqueu Aries,  o Pezão.  O cara que se apresentava por Júnior, veio para convidar a quadrilha a fazer uma apresentação na cidade de Gado Bravo.  Esse tal de Jr. se dizia ser o Secretário de Cultura da cidade.

 Isso foi em 2009, a Amor Caipira passava a ser uma das maiores forças do País, já detinha dois títulos interestadual, coisa que só a Amor Caipira conseguiu fazer em um só ano. Jr., então,  usou essa justificativa para levar a quadrilha até sua cidade, dizendo que seria feito uma festa só para nós, que queria mostrar para a cidade o que é uma quadrilha de alto nível, queria levar umas das principais quadrilhas do país para sua cidade.

A proposta parecia boa, pelo o que o cara havia falado pra Zaqueu seria uma cerimônia de Gala para a Quadrilha.  Jr.  ainda prometeu pagar o transporte que era R$ 500.  Zaqueu caiu na conversa do cara, na verdade todo mundo caiu. Chegado o dia, todo mundo se prepara para ir a Gado Bravo, era um domingo, entramos todos no ônibus e seguimos viagem.

Achando que havíamos chegado à  cidade, percebemos que o motorista tinha errado o caminho e entrou em um sítio, uma vilazinha mais ou menos como o pintado, quando chegamos lá pra pedir informação, todos os moradores apagaram as luzes e fecharam as portas.  

Acho que o pessoal pensava que éramos bandidos, eles pensavam que era uma quadrilha de ladrão, acertaram na parte em pensar que era uma quadrilha, mas erraram em pensar que era de bandido, uma pessoa resolve nos ajudar e diz o caminho correto.

Seguimos viagem.  Pegamos uma estrada de barro cheia de buraco até chegar a Gado Bravo. Quando chegamos,  nos deparamos com uma cidade deserta não tinha ninguém, enquanto Zaqueu procurava por Jr. alguns foram procurar uma lanchonete, ao encontrar uma o cara perguntou se era assalto, (pra ter ideia como a cidade era movimentada no domingo) começamos a rir, e explicamos o acontecido para ele. Uma das pessoas que estava na lanchonete, conhecia o Júnior, e disse que ele era um enrolão,  que não tinha nada de festa por lá e que ele acabara de fazer de nós mais uma vítima dele. 

O cara entra em contato com Júnior que prontamente atender dizendo que tinham acontecido alguns fatos, mas que não nos preocupássemos, pois estava havendo uma festa em uma fazenda ali perto, que tinha um banquete esperando por nós, e que mandaria transporte para irmos, ele também disse que lá estaria o prefeito e o vice, a fazenda era da família do prefeito, pensamos logo que era coisa grande.

Passado alguns minutos cerca de meia hora, chega nosso transporte, e para nossa surpresa era duas F 4000 com cadeirinhas etc., ou seja, um pau-de-arara, alguns nem pensaram e foram logo subindo, uns ficaram se amarrando principalmente as meninas com pinta de “Paty”. Mas no fim, todo mundo subiu no transporte, só ficaram Zaqueu Cabeção, e Nany, Arnon, Adriano e Soraia e o Zabumbeiro, o restante foi de pau-de-arara para a fazenda.

O Motorista ligou os caminhões e todo mundo começa a gritar “Novo Areial, Novo Areial, Novo Areial”, alguns de início não entendeu o porque de gritar Novo Areial, depois caiu a ficha que era pelo fato de ser um time cômico da cidade de Areial e também porque os times de nossa cidade só viajam de pau-de-arara.

Após gritar Novo Areial, todo mundo passa a gritar é campeão, é campeão, é campeão, o povo da cidade saiu de suas casas pra ver o que era, obviamente ninguém entendeu, mas continuamos a cantar e gritar, até que o pau-de-arara entra no meio do cariri seguindo seu caminho.

Eram dois paus-de-arara, em certo ponto do caminho, o que ia na frente entrou em um caminho e o segundo foi por outro, seguindo viagem, perguntamos a quem estava ali o que cada uma achava daquela situação inusitada, cada uma com uma resposta mais mirabolante respondia.

Senhor Deusinho sanfoneiro de 50 e tantos anos, respondeu, “em toda minha vida essa é a experiência mais magnifica que passei”. Thais Ribeiro filha de Eliane de Zé Ribeiro, ia sentada no banco de perna cruzadas toda na pose, a galera não perdoou, “galera olha a boneca de pano andando de pau-de-arara”, foi um zoação só.

Alguns Minutos se passaram e o motorista para o carro em um local que parecia ser um matadouro. Tinhas umas cruzes era assustador, ele desce do carro e pergunta, “vocês sabem onde fica essa fazenda?”, Henrique de Everaldo Barbosa e Valdeybson de Darcy começaram a rir e dizer que ninguém ali em cima do carro não sabia absolutamente nada.

Todo mundo ficou agoniado (estamos perdidos no meio do cariri) até que alguns fogos coloridos a alguns quilômetros começam a explodir, então Francisco Eleutério diz “segue os fogos motorista que a gente chega lá”. O Motorista atendeu prontamente e seguiu caminho, a região era assustadora.  Algumas pessoas passam a contar estórias de horror, e assim começa o furdunço no pau-de-arara, as meninas gritavam e gritavam, até que é avistada a fazenda.

Chegando a “fazenda”, não tinha prefeito nem vice, e a fazenda era apenas uma pequena casa bem simples. A festa era um caminhão como um som e um cara tocando teclado, um senhora então prepara o banquete, picado com macaxeira, batatas, sangue, e mais algumas coisa, não tinha iluminação onde a senhora montou o banquete, o pessoal da Amor Caipira colocava as coisa dentro dos seus pratos e ia até a luz pra ver o que havia colocado nele, só pra constar o banquete foi colocado do lado de fora da casa praticamente dentro do mato.

Alguns membros da quadrilha perguntaram se não havia bebida ali, a senhora então deu 2 litro de Montilla para o pessoal que logo reviraram, enquanto isso senhor Deusinho e Joab procuravam um prato, porém não encontram então pegaram uma das tigelas que estava no banquete e completaram. 

Era comida pra cinco pessoas, o que eles colocaram dentro da tigela. Aqueles que estavam bebendo “os bodes velhos” avistaram três meninas na festa de que não tinha nem 30 pessoas (90% era velho Bêbado), e foram logo atacar de garanhões.

Algumas meninas procuravam algum lugar para urinar, a senhora mostra onde ficava o banheiro, era um daqueles bem afastados da casa, ao chegar lá, era um banheiro bem rústico escuro e o vaso... Não tinha vaso era um buraco e pra variar tinha um pinto doente dentro do banheiro.  

As meninas que estavam lá começam a rir e decidem ir ao mato. Andam um pouco uns 10 a 20 metros e encontra uma velhinha urinando ali, decidem então esperar até que a quadrilha fosse embora e parasse em um posto.

Já perto de ir, Júnior,  o enrolão,  decide discursar, sobe no palanque e agradece, então pede que alguém da quadrilha fale algo, Zaqueu o Pezão, então vai discursa mas não consegue porque a galera em baixo passa a zoar e zoar. Acabado os discursos, voltamos para Gado Bravo, em mais uma vigem de loucuras e acontecimentos, o pessoal tinha brincadeira pra tudo.

Em uma certa hora, Valdeybson de Darcy, pede que o motorista pare o carro, para ele urinar, o motorista disse que não podia porque estava em uma subida, ele  aproveita que o carro estava muito lento e desce, pra surpresa dele um cachorro o ataca e sai correndo tentando pegá-lo, ele corre e mija ao mesmo tempo, o pessoal começa gritar, (pega, pega, pega) enquanto Valdeybson gritava: Para, para! 

Por pouco não foi mordido pelo cachorro. Chegamos ao ônibus e partimos de volta para Areial. Ainda paramos em um posto onde aconteceram alguns outros fatos.  Na saída Rodrigo “Frajola” e Francisco Eleutério, disputam um resto de pamonha deixada por um caminhoneiro, até que chegamos a Areial e todos chegaram a conclusão:  Apesar de não ter festa, e da quadrilha não dançar, também de não ser nada do que pensávamos foi uma das melhores viagens da Junina Amor Caipira.

Acontecimento seguinte: Júnior não pagou o ônibus, e a quadrilha acabou pagando com a premiação do 5º lugar Nacional, Júnior ainda tentou convidar a quadrilha pra participar de um suposto festival em 2010, desta vez Zaqueu não caiu na conversa dele.


Duane  Gonçalves
Filho de Nelson Pedro (Nelson da Emater)  e Mª Miranei Gonçalves, meus avós paternos, Nelson Pedro da Silva e Beatriz Fernandes. Meus avós maternos Mirian de Antônio Apolinário e Valú (de Sebastião Victor). Nasci em 1990, em Campina Grande. Moro na Casa que fica de Esquina entre a Rua São José e Manuel Clementino (Rua da Praça).
Estudante de Comunicação Social Habilitação em Jornalismo pela UEPB.  Coordenador do Grupo Amor Caipira. Membro da Associação CulturaL Amigos de Areial e da Federação Paraibana de Quadrilhas Juninas.
 Contatos: duane_areial@hotmail.com  (83) 8729-8650


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Triângulo: antigo espaço de lazer


Famoso triângulo, onde fica o posto, visto de cima.


Início dos anos 80, um dos melhores pontos de encontro da meninada, senão o melhor em Areial, era o Triângulo, onde hoje funciona o posto de combustíveis. Nas imediações, havia de tudo um pouco para proporcionar lazer à meninada...

Na época, bicicleta era artigo de luxo. Zeca de D. Cherin, que morava em frente ao Triângulo,  oferecia o serviço de aluguel de bicicletas. Devia ter umas três ou quatro Monark barra circular.

Quem estava aprendendo a andar de bicicleta ou precisava ir a algum lugar pagava alguns cruzeiros por um período de locação que poderia ir de 20 minutos a algumas horas. A procura era tão grande que dependendo do horário, não havia uma bicicleta sequer disponível para aluguel.

Às noites, a meninada que morava próximo ao Triângulo se reunia para brincar de 31 batido. Era muita gente: os filhos e filhas de Zeca, os filhos e filhas de Zé Ribeiro, eu, César, os filhos de João Luiz, os filhos de Geraldo de Silva e mais alguns de outras partes de Areial. Lugar para se esconder não faltava: o pé de jaca de Seu Zé Nanin, os quintais da igreja e da casa paroquial, a praça com a antiga piscina, etc.

No triângulo, Rosineide de Zeca (Negona) mostrava toda a sua habilidade na baleada. Era a melhor jogadora da cidade, com uma pontaria sem igual e potência de arremesso que fazia o time adversário tremer, pois quando acertava com a bola de meia em alguém, este ficava com a bola tatuada no corpo por um bom tempo.

Contudo, o que havia de melhor no Triângulo era o racha (futebol) de fim de tarde. Um dos gols ficava colado ao muro que cercava a Telpa e o outro em frente à casa de Zeca. O problema é que começaram a acertar a janela da Telpa, que dava para a Cachorra de Cócoras, ao invés do gol.

De vez em quando, além de acertar a janela, a bola adentrava a Telpa, acertando os que lá estavam para receber ou realizar ligações de/para familiares que estavam fora. De tanto isso acontecer, a polícia, sob o comando do Delegado Irenaldo, resolveu proibir o racha no Triângulo.

Contudo, não desistimos de jogar o velho e bom racha. Perdemos algumas bolas dente-de-leite, é verdade, mas muito nos divertimos correndo com a bola debaixo do braço quando víamos os policiais surgirem  na surdina, tentando nos surpreender. Quando eles conseguiam pegar a bola, cortavam ao meio, fazendo duas cuias.

Vale ressaltar também que os grandes jogadores que deram os primeiros dribles e marcaram os primeiros gols onde hoje está o posto de combustíveis, que provavelmente não seguiram carreira profissional porque a vida não lhes proporcionou a oportunidade de mostrar o grande futebol que desfilavam no Triângulo, dentre os quais se pode citar: Ronaldo e Pêta de Zeca e Dadinho de Eurico.

Já os pernas-de-pau são bem numerosos: César de Biba, os filhos de Zé Ribeiro, os filhos de Geraldo de Silva, eu e tantos outros que iam ao Triângulo jogar futebol, mas principalmente se divertir.


Alex Aires de Souza
Filho de Benedito (de Zé de Souza) e de Lúcia (de Biba Aires). Nascido, criado e tão apaixonado por essa cidade que, de tanto dela falar e contar os causos que nela se passaram, muitos amigos espalhados por esse Brasil me chamam de Areial. 


Bacharel em Ciência da Computação pela UFPB. Analista de Suporte e funcionário da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos