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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Por que político é assim?


Sabido é toda hora
E o povo acredita
De promessa em promessa
Vai levando toda a vida
Enganando um e outro
Empurrando com a barriga.

É assim que a coisa anda,
O político é o centro
O eleitor sai de banda
E o povão pelas beiradas
Na pontinha da rabada
Só caindo na risada.

Político é um pouco de tudo
Trapaceiro, enganador,
Chantagista, feiticeiro,
Pelo poder faz, desfaz.
Importante é o dinheiro
E o povo já não aguenta
Sapatada no traseiro.

A descrença é geral.
O Brasil sofre o problema.
Entre a cruz e a espada,
Vivemos este dilema.
Votando ou não votando
Não resolve essa ferida,
Que virou um enfisema.

O danado do político
É um tanto indecente
Engana até a mãe dele,
Imagine a da gente.
Seu bote é venenoso
Perigoso igual serpente.

Político em Areial
É ser diferenciado,
Sai na rua bem pouquinho
Fica sempre entocado
Vez por outra nas esquinas
Está só desconfiado.

Só pra finalizar
Encerro estes meus versos,
Seja aqui em Areial
Ou na porta do Congresso
Político é tudo igual
Seja na frente ou no verso!

Leandro Targino Barbosa

 Filho de Francisco de Assis Barbosa “ Teté” e Lindinalva Targino “Linda”. Graduando em jornalismo pela UEPB. Atualmente apresenta programas radiofônicos na RCA, voltados aos  agricultores de Areial, "Nação Ruralista" e o "Programa Livre",  de informações e variedades.



quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

História de capador de caju (em verso e prosa)


Boa safra de caju
É festa e alegria,
Molecada pra capar
Não falta nenhum só dia.

Faça frio ou calor
Maturi novo na flor
Butija bruguelo faz
Lembrança de criançinha
Que hoje já é rapaz.

Capar só pra escapar,
Não é furtar nem roubar,
É sobreviver à seca
A fome alimentar,
Encher o bucho de quem
Já não tem pernas também,
Nem forças pra se esquivar.

A vida de capador
Nos sítios de Areial,
É viver cheio de grude
Correr do bem e do mal,
Fugir do dono do pé,
Livrar-se do hospital.

Covão, Arara, Manguape,
Capador não tem distância,
Andando na região,
Timbaúba e Esperança,
Andar de turma e bando,
Sujo, fedendo e grudado
Já foi sonho de criança.

Hoje em dia não me diga
Que castanha de caju
Chama atenção de moleque
Mais que jogo de fla x flu
Bolsa família é sacola,
Assistencialismo esmola,
Que viciou eu e tu.


Leandro Targino Barbosa

 Filho de Francisco de Assis Barbosa “ Teté” e Lindinalva Targino “Linda”. Graduando em jornalismo pela UEPB. Atualmente apresenta programas radiofônicos na RCA, voltados aos  agricultores de Areial, "Nação Ruralista" e o "Programa Livre",  de informações e variedades.


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

João Pimenta: In Memoriam



A vida é uma passagem.  Nós, os constantes viajantes... Uns viajam mais cedo, outros embarcam mais tarde.  Mas, todos acabam viajando. É uma viagem tão longa que chega a ser eterna.  E, eternamente,  viajamos para não mais voltar.

E o melhor dessa viagem é que não levamos nenhum tipo de bagagem. Outras tantas, nem deixam muito, simplesmente uma memória que pode ser boa ou ruim. No entanto, é memória.  Isso é inegável. 

João Pimenta, com seu estilo próprio, foi uma dessas pessoas. Viajou, sem passagem garantida de volta e de material mesmo... deixou quase nada. Ficaram memórias e as últimas imagens dele cantando na Praça Teotônio Barbosa.  

E para imortalizar a memória de Pimenta, estamos divulgando um vídeo que Valter Vieira e eu fizemos, pouco antes dele entrar no veículo de madeira, conduzido por Pirrita, e viajar para o mundo dos espíritos.

Agora não esqueça, é necessário que antes da viagem estejamos prontos para deixar na partida alguma recordação, pois, independente de qualquer coisa a memória prevalece.

Leandro Targino Barbosa

 Filho de Francisco de Assis Barbosa “ Teté” e Lindinalva Targino “Linda”. Graduando em jornalismo pela UEPB. Atualmente apresenta programas radiofônicos na RCA, voltados aos  agricultores de Areial, "Nação Ruralista" e o "Programa Livre",  de informações e variedades.